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Criminalidade organizada e incerteza geopolítica entre as principais ameaças à segurança em 2024

O aumento da criminalidade organizada, a incerteza geopolítica e as surpresas estratégicas são as principais ameaças à segurança a nível global para o ano de 2024.

O aumento da criminalidade organizada alimenta o ecossistema da criminalidade convencional, que, através da fraude interna, da perda desconhecida ou do aumento das burlas, afeta particularmente as empresas.

Quanto à incerteza geopolítica, fatores como a desinformação, os conflitos armados, a mudança de papéis dos atores estratégicos mundiais, as eleições em mais de 70 países, o realojamento de mais de 2,4 milhões de refugiados, configuram um mundo em níveis máximos de incerteza e desordem, o que consolida o regresso da geopolítica aos conselhos de administração das empresas.

Por último, as surpresas estratégicas decorrentes do desenvolvimento tecnológico, que tem vindo a fazer com que, no contexto atual, tudo seja suscetível de ser utilizado como arma (everything-as-a-weapon), desde a informação, dados pessoais, energia, chips, investimentos ou gestão de fluxos migratórios. A utilização maliciosa da IA, na chamada WIAponisation, também se está a revelar como uma das maiores ameaças nos próximos anos.

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Estas são as conclusões do relatório “O Mundo em 2024”, da Prosegur Research, que analisa as tendências globais e os desafios emergentes que irão moldar o setor da segurança. Com base num modelo consolidado ao longo de três anos, a empresa identificou cinco fatores-chave para o futuro: geopolítico, económico, social, tecnológico e ambiental. Esta abordagem permitiu monitorizar e distinguir os riscos predominantes para este ano.

O mesmo relatório identifica também as principais ameaças específicas no mundo empresarial. No setor do retalho, sobressaem os desafios relacionados com a criminalidade contra as empresas e a adaptação a um mercado digital em constante mudança. Na logística destaca-se a gestão eficiente da cadeia de abastecimento, face às incertezas geopolíticas e aos fenómenos climáticos. No setor imobiliário, o foco está na importância da segurança jurídica e da gestão dos riscos num ambiente cada vez mais urbanizado, enquanto nas finanças e na energia há uma vulnerabilidade à volatilidade económica, à necessidade de adaptação tecnológica e à gestão dos riscos associados a fenómenos meteorológicos extremos. Por último, a indústria enfrenta o desafio de integrar os avanços tecnológicos, mantendo a segurança dos seus processos.

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