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Polícia Judiciária identifica 425 “mulas” de dinheiro causando prejuízo de 16,7 milhões de euros em Portugal

Polícia Judiciária identifica 425 “mulas” de dinheiro em Portugal

A Polícia Judiciária (PJ) descobriu que as chamadas “mulas” de dinheiro causaram um prejuízo superior a 16,7 milhões de euros. Durante os meses de junho, outubro e novembro deste ano, foram identificadas 425 “mulas” de dinheiro em Portugal, e mais de dez mil na Europa. Esta investigação resultou na identificação de 59 “angariadores de mulas de dinheiro”. No total, 93 pessoas foram interrogadas e constituídas arguidas em Portugal, e oito suspeitos foram detidos. Foram identificadas 590 contas bancárias destinadas a transações ilícitas e iniciadas 300 investigações. Esse crime lesou 377 vítimas.

“European Money Mule Action” (EMMA) revelou dados alarmantes

Essas informações fazem parte da operação “European Money Mule Action” (EMMA) coordenada pela Europol. Trata-se da nona edição da EMMA e envolveu a colaboração das autoridades locais de 26 países diferentes. As “mulas” de dinheiro são utilizadas para transferir fundos de terceiros para outros destinatários, ganhando uma comissão no processo e visando o branqueamento de capitais.

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Crime transfronteiriço e criminalidade online em ascensão

A maioria das investigações envolve casos transfronteiriços, onde o dinheiro é transferido de um país para outro ou mulas de dinheiro organizadas viajam por todo o mundo para abrir contas bancárias, frequentemente utilizando documentação falsa. A Europol destaca que foram identificadas quase 11 mil “mulas” de dinheiro e transações fraudulentas na Europa durante esse período de investigação. Foram realizadas 1.013 detenções e identificados 474 recrutadores. Estima-se que tenham sido evitadas perdas no valor de cerca de 32 milhões de euros, e que as perdas comunicadas às autoridades rondem a centena de milhões de euros.

Migrantes ucranianos e falsos funcionários bancários envolvidos

De acordo com a Europol, os migrantes ucranianos estão cada vez mais envolvidos nesses crimes devido à sua vulnerabilidade econômica. Também tem havido um aumento no número de criminosos que se passam por funcionários bancários, visando principalmente os idosos e persuadindo-os a abrir novas contas. Os criminosos frequentemente visitam pessoalmente as vítimas para obter cópias de documentos de identidade e assinaturas. Além disso, a emergência de ferramentas de inteligência artificial tem permitido contornar os recursos de segurança, criando identidades falsas online.

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