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Mota-Engil vence concurso para construção da extensão da linha vermelha do Metro de Lisboa

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A Mota-Engil venceu o concurso para a construção da extensão da linha vermelha do Metro de Lisboa. O Metropolitano anunciou nesta terça-feira que aprovou a adjudicação da empreitada por um preço contratual de cerca de 321,9 milhões de euros. O consórcio liderado pela Mota-Engil e que também conta com a SPIE Batignolles Internacional sai assim vencedor numa corrida que contou com outros quatro concorrentes.

“A assinatura do contrato respetivo ocorrerá decorridos os prazos legais e a tramitação subsequente, nos termos do regime fixado no Código dos Contratos Públicos”, escreve o Metropolitano em comunicado. A administração da empresa pública recorda que “o custo total elegível previsto para o prolongamento da linha Vermelha da estação São Sebastião a Alcântara, é de 405,4 milhões de euros”, estando previsto no Plano de Recuperação Resiliência. O investimento europeu é de 304 milhões, enquanto o apoio financeiro nacional atinge 101,4 milhões de euros.

A administração liderada por Vítor Domingues dos Santos realça que o prolongamento da linha Vermelha a Alcântara “irá servir zonas com forte atração e geração de viagens, com significativa densidade habitacional e de emprego, escolas, comércio e serviços, assim como alvo de grande reabilitação urbanística, como é exemplo a zona de Alcântara”. Com uma extensão de cerca de 4 km, a empreitada implica a construção de quatro novas estações: Amoreiras/Campolide, Campo de Ourique, Infante Santo e Alcântara. Esta última “fará a ligação à futura Linha Intermodal Sustentável, promovendo a ligação ao concelho de Oeiras (LIOS Ocidental)”, vinca o Metropolitano.

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A empresa estima que “a procura diária captada nas quatro estações que integram este prolongamento corresponderá a um acréscimo de 4,7% de clientes em toda a rede”, o que representa cerca de 87,8% do acréscimo de procura estimado corresponde aos atuais utilizadores do transporte coletivo. “A procura captada ao segmento dos atuais utilizadores de transporte individual representa 11,8%, correspondendo a menos 3,7 mil viaturas individuais a circular diariamente, com ganhos de tempos de 72%, dos quais 53,2% correspondem aos atuais utilizadores. Considerando a análise a 30 anos, as emissões evitadas ascenderão a 175,6 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2)”, estima a o Metro, acrescentando que “a transferência de passageiros dos modos rodoviários para o Metro de Lisboa permitirá evitar a emissão de 6,2 mil toneladas de CO2 no 1º ano de operação”.

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