Início Atualidade Pinho admite criação da Fundação Tartaruga para esconder Património e nega subornos

Pinho admite criação da Fundação Tartaruga para esconder Património e nega subornos

O ex-ministro da Economia Manuel Pinho argumenta que a criação da Fundação Tartaruga foi para ocultar património antes de entrar no Governo

Manuel Pinho, ex-ministro da Economia, defendeu em tribunal que a criação da Fundação Tartaruga tinha como objetivo ocultar património antes de assumir o cargo no Governo. Ele negou que a fundação fosse usada para esconder subornos do Grupo Espírito Santo (GES).

Pinho explica o motivo da criação da Fundação Tartaruga

Pinho afirmou que a fundação foi criada para dissociá-lo do seu património, evitando assim a obrigação de declará-lo ao Tribunal Constitucional antes de assumir funções governamentais. Ele explicou que precisava de criar uma estrutura diferente em que o património não fosse considerado seu.

O património de Pinho estava acumulado numa conta no BES na Suíça

Pinho revelou que seu património estava inicialmente numa conta do Banco Espírito Santo (BES) na Suíça. Após se afastar das funções no BES, decidiu transferir parte do dinheiro para uma sociedade offshore no Deutsche Bank. No entanto, como o património ainda estava associado ao seu nome, ele criou a Fundação Tartaruga como uma terceira estrutura.

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Pinho nega que a Fundação Tartaruga tivesse a intenção de esconder recebimentos do GES

O ex-ministro afirmou que a decisão de criar a Fundação Tartaruga não foi para esconder recebimentos do Grupo Espírito Santo. Ele argumentou que a conta na Suíça seria a melhor opção para o sigilo bancário até 2012. Ele rejeitou as acusações de que a fundação tinha a finalidade de ocultar dinheiro.

Pinho afirma não ter cometido delito fiscal após aderir ao Regime Excecional de Regularização Tributária

Manuel Pinho afirmou que não cometeu nenhum delito fiscal após aderir ao Regime Excecional de Regularização Tributária (RERT). Ele alegou que, após a adesão ao RERT, qualquer crime fiscal teria sido encerrado.

Manuel Pinho e outras pessoas envolvidas enfrentam acusações criminais

Manuel Pinho, sua esposa Alexandra Pinho e o ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, estão sendo julgados por vários crimes, incluindo corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

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