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Brexit, inflação e petróleo

Regulador português impõe restrições aos dividendos dos bancos nacionais

Inflação do reino unido cai para mínimos de 2 anos

A inflação britânica caiu em novembro para o valor mais baixo em mais de 2 anos, o que levou o mercado a esperar mais um corte de taxas do que até agora, por parte do Banco de Inglaterra (BoE) no 1º semestre do próximo ano. A inflação recuou para 3.9% em novembro, face ao período homólogo, após 4.6% em outubro, enquanto o mercado esperava uma queda ligeira para os 4.4%. Em cadeia, a inflação caiu 0.2%, face à estagnação registada no mês de outubro. A inflação subjacente, que excluí os componentes mais voláteis como os bens alimentares e a energia, recuou para os 5.1% y/y, face aos 5.6% esperados e aos 5.7% registados no mês anterior. Com estes dados, o mercado passou a descontar, com 100% de probabilidade, um corte nas taxas de juro de referência do BoE até maio de 2024 e a atribuir uma probabilidade de quase 50% a um corte realizado até março de 2024.

Pib do Reino Unido revisto em baixa, recessão técnica

O gabinete de estatísticas do Reino Unido reviu o crescimento do PIB em baixa, apontando agora para uma contração de 0.1%, em cadeia, no 3º trimestre, face à estagnação registada na leitura preliminar. Ademais, também reviu em baixa o crescimento no trimestre anterior, passando de um crescimento de 0.2% para uma estagnação. Em termos homólogos, o PIB cresceu 0.3%, abaixo de um crescimento de 0.6% esperado. Esta situação sugere que o país poderá estar já em recessão técnica.

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Confiança dos consumidores melhora na zona euro e nos eua

Entretanto, os indicadores que medem a confiança dos consumidores da Zona Euro e nos EUA apresentaram uma melhoria em dezembro, dado que a inflação continua a recuar e os mercados esperam cortes nas taxas de referência do BCE e da FED. Nos EUA, a confiança dos consumidores melhorou para 110.7 pontos em dezembro, face aos 102 registados no mês de novembro. Já na Zona Euro, o indicador melhorou para os -15.1 pontos em dezembro, face aos -16.9 registados no mês anterior. É de mencionar que o instituto Gfk também divulgou o seu indicador que mede a confiança dos consumidores alemães para janeiro do próximo ano, onde se observou a mesma a subir para -25.1 pontos, máximos de agosto, face aos -27.6 pontos registados no mês de dezembro.

Petróleo com resistência nos $75

O preço do petróleo subiu ao longo da semana, enquanto surgiram novas tensões no Médio Oriente ataques a embarcações no Mar Vermelho, que levaram a que muitas empresas de transporte tenham cancelado rotas que por ali passam. O facto de a Angola ter anunciado a sua saída da OPEP criou dúvidas sobre a capacidade do grupo de prestar apoio aos preços do petróleo.
Na semana que passou, o petróleo apresentou uma valorização desde os $71 até encontrar uma nova resistência nos $75. Espera-se que a matéria-prima teste a resistência em questão ao longo das próximas sessões.

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Ouro em máximos de 2 semanas

A cotação do ouro permaneceu estável ao longo da semana, tendo valorizado na sexta-feira após uma leitura inferior à esperada do índice de preços PCE dos EUA ter apoiado as expectativas do mercado sobre cortes nas taxas de juro da FED em março do próximo ano.
O ouro passou a maioria da semana a transacionar ligeiramente abaixo da resistência dos $2 050, para, no último dia da semana, quebrar a resistência em alta e renovar máximos de mais de 2 semanas nos $2 070.

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